sexta-feira, 4 de abril de 2008

Pais e Filhos

Mesmo ainda não tendo passado o concurso que estou me preparando, me senti compelido a escrever sobre algo que tem me afligido.
Recentemente fui abordado por um pai que insistia em falar mal de seu filho. Falava que seu filho, acreditem ou não, tinha a marca da rebeldia na testa e que não obedecia a hierarquia imposta por Deus em sua vida. Porém, eu conheço o rapaz, sei de suas lutas com seu coração e seu extremo anseio em conhecer mais o Senhor Jesus Cristo, através de leituras bíblicas, oração e leitura de bons livros.
Fiquei me questionando por que aquele pai insistia em dizer que o filho era rebelde. Percebi que antes de questioná-los eu deveria reavaliar como anda o meu relacionamento familiar e cheguei à conclusão que a maior falha dos relacionamentos familiares não é primordialmente a falta de comunicação como dizem os psicólogos, mas sim a falta da comunicação de Deus e com Deus.
Quantas famílias se reúnem para estudar a palavra? Quantas querem aplicar a palavra em suas vidas? Praticamente nenhuma. Quantos filhos oram com seus pais, quantos pais oram com seus filhos?
Assim como aquele pai citado no início do texto, nós estamos muito mais preocupados com a tradição da obediência, com a tradição da família cristã. Não há autoridade que não venha de Deus (Rm 13.1) - isso nós sabemos, mas qual a aplicabilidade que isso tem tido em nossas vidas? Qual o sentido, por que não há autoridade que não venha de Deus? Nós realmente entendemos isso? Não se sabe mais os porquês da vida cristã, não se sabe por que chamamos os outros de irmãos, não se sabe o sentido do culto público, ou até o sentido das devocionais.
O grande e fundamental problema é que as famílias não sabem quem é Jesus. Pra elas ele é o Salvador, mas não entenderam que ele é o Senhor delas. Jesus é o dono das famílias, dos indivíduos e de tudo mais.
Efésios 5 e 6 é uma grande arma para famílias desnudas de seus deveres uns para com os outros e para com Cristo. A culpa de um mau relacionamento não é dos pais, nem dos filhos, mas dos dois. “Pais, não irritem seus filhos; antes criem-nos segundo a instrução e o conselho do Senhor” Ef 6.4. Porém, os filhos devem obedecer seus pais, pois isto é justo (Ef 6.1)
Gostaria de terminar fazendo uma confissão – Não sou o melhor filho do mundo, estou longe disso, meu exterior reflete calma, mansidão e afeto pelos meus pais, mas meu coração é caído e minha consciência também e Lembrei que tenho me esforçado pouco para melhorar a situação. Devemos orar que não só pareçamos bons filhos, mas também sejamos transformados por dento, de forma que amemos nossos pais da maneira mais pura possível e eles a nós.

3 comentários:

Ana disse...

Realmente o maior problema é a falta de busca por Deus, pela Sua Palavra. Isso pode sim ser facilitado por pais que dependem de Deus e acostumam seus filhos a se comportarem bem, mas se os mesmos não tiverem o temor do Senhor, se o interior não for transformado, de nada vale!
Concordo!

Pedro Felizola disse...

Grande Rafa, blz?? Mto legal seu blog cara....gostei tb dos textos do blog da biblioteca!!
Inclui o meu nos seus links tb: www.papocristao.blogspot.com
Abraço e que Deus te abençoe!

Pedro Felizola (Jardim Botânico)

Lucas Carvalho disse...

Fala Bello,

Voltou a postar? Fiz um post também. Essa sua reflexão é bem real.

abraço