Recentemente, na comunidade do Jonathan Edwards que eu faço parte no orkut houve uma discussão entre o mediador da comunidade e algumas pessoas de igrejas com “doutrinas” pentecostais.
Tudo começou porque o mediador gostaria de passar a comunidade para outras mãos, mas disse que a pessoa que assumisse aquele trabalho não poderia ser pentecostal, pois achava que não era o melhor pra comunidade e também porque não combinava muito com o estilo reformado ou do Jonathan Edwards.
Bem, eu publiquei um post na comunidade em que dou minha opinião sobre o pentecostalismo e sua relação com Jonathan Edwards. Segue então o post:
É interessante perceber que:
1) Não podemos incluir todos os movimentos pentecostais no mesmo saco;
2)Entretanto é necessário observar que estes movimentos tendem a enfatizar muito mais as experiências pessoais do que a própria Palavra de Deus.-Faço das palavras de Lutero as minhas: ''Eu não quero e nem peço experiências nem milagres, contanto que só a palavra me basta"* paráfrase;
3)O avivamento acontecido por (e na época) de Edwards foi um avivamento puritano, acontecido pela pregação única e exclusivamente da palavra, não foram experiências miraculosas nem nada parecido. Quando Edwards pregava (a Palavra), as pessoas se agarravam nas pilastras e pediam pra que o Senhor não as castigassem;
4)Vemos, porém que muitas igrejas tem sido usadas de formas nunca antes vistas. Não quero limitar a Deus quando digo isso, mas creio na revelação progressiva, ou seja, quanto mais as revelações escritas foram formuladas, menos o Senhor se revelou de formas miraculosamente espetaculares (o que não significa que ainda naum ocorram tais manifestações).
5)Somos irmãos em Cristo, frutos da reforma protestante. Lembremo-nos, então dos lemas da reforma: Só a Graça, só a Deus Glória, só Cristo, só Fé e Só as ESCRITURAS.
Conclusão: Para obtermos a πλήρωμα, Pleroma (plenitude) do Espírito, não precisamos falar em línguas, não precisamos estar na unção do pastor fulano, ou do leão.
Precisamos da graça, pois só a graça nos basta!
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sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Misericórdia x Justiça
Em seu opúsculo “A Soberania de Deus na Salvação” *, Jonathan Edwards faz uma defesa do ato soberano de Deus em entregar a salvação a alguns e não a entregar a outros. Todo esse pensamento é traçado na defesa de tal ato sem prejuízo para a soberania ou para qualquer outro atributo de Deus.
A Misericórdia e a Justiça são comumente atacadas por pessoas que não crêem na salvação como um ato doador de Deus mediante Jesus Cristo. Parafraseando John Owen: A obra de Cristo é o meio usado para obter nossa salvação*. Não são atacadas pelo fato destas pessoas não crerem que Deus é um ser justo e misericordioso, mas sim na concepção de Ele manifesta um para o ato da salvação e o outro é “esquecido” neste momento.
Todos os atributos de Deus são partes únicas de si e que refletem uns nos outros sua completude, sem estes, Deus não é Deus. Edwards, fala: “A Soberania de Deus é Seu direito absoluto e independente de dispor-Se de todas as criaturas de acordo com Sua própria vontade.”. A misericórdia não se manifesta como misericórdia a não ser que se manifeste conjuntamente com todos os outros atributos, entre eles a Justiça divina.
O que mais me intriga é que geralmente quem crê no livre arbítrio, depende muito de uma concepção de justiça humana, ou seja, eqüitativa. Não vemos na Palavra de Deus que sua Justiça é eqüitativa. Ela é perfeita, portanto não é humana. Não podemos tentar encaixar Deus em nossas caixinhas cerebrais.
Isso claramente implica que o Senhor não depende de nada. Surpreende-me o teísmo aberto colocar mais ênfase no aspecto relacional/amoroso de Deus. É incabível pensar que Deus manifesta seus atributos de maneira inconstante e irregular. Os salvos são alvos da graça irresistível do Senhor, manifesta junto com todos os seus atributos.
Que maravilha! Sou salvo! Glórias a Deus, não a mim!
“... para Demonstração de sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Romanos 3.26
*Por quem Cristo morreu? – John Owen, Editora PES.
A Misericórdia e a Justiça são comumente atacadas por pessoas que não crêem na salvação como um ato doador de Deus mediante Jesus Cristo. Parafraseando John Owen: A obra de Cristo é o meio usado para obter nossa salvação*. Não são atacadas pelo fato destas pessoas não crerem que Deus é um ser justo e misericordioso, mas sim na concepção de Ele manifesta um para o ato da salvação e o outro é “esquecido” neste momento.
Todos os atributos de Deus são partes únicas de si e que refletem uns nos outros sua completude, sem estes, Deus não é Deus. Edwards, fala: “A Soberania de Deus é Seu direito absoluto e independente de dispor-Se de todas as criaturas de acordo com Sua própria vontade.”. A misericórdia não se manifesta como misericórdia a não ser que se manifeste conjuntamente com todos os outros atributos, entre eles a Justiça divina.
O que mais me intriga é que geralmente quem crê no livre arbítrio, depende muito de uma concepção de justiça humana, ou seja, eqüitativa. Não vemos na Palavra de Deus que sua Justiça é eqüitativa. Ela é perfeita, portanto não é humana. Não podemos tentar encaixar Deus em nossas caixinhas cerebrais.
Isso claramente implica que o Senhor não depende de nada. Surpreende-me o teísmo aberto colocar mais ênfase no aspecto relacional/amoroso de Deus. É incabível pensar que Deus manifesta seus atributos de maneira inconstante e irregular. Os salvos são alvos da graça irresistível do Senhor, manifesta junto com todos os seus atributos.
Que maravilha! Sou salvo! Glórias a Deus, não a mim!
“... para Demonstração de sua justiça neste tempo presente, para que Ele seja justo e justificador daquele que tem fé em Jesus”. Romanos 3.26
*Por quem Cristo morreu? – John Owen, Editora PES.
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